Perturbação do Espectro do Autismo (PEA): 10 Fatos Essenciais

10 factos surpreendentes sobre o autismo

A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta cada pessoa de forma singular, mas que se apresenta de forma gradual, embora muitas das suas alterações (nos comportamentos, aprendizagens, etc) não sejam evidentes num primeiro momento ou início da infância, ou apresentem vários graus e dificuldades em cada pessoa em específico.

Alta Sensibilidade Emocional: Guia Para Entender e Gerir a Sua PAS

Alta Sensibilidade Emocional

Sente que as emoções o afetam de forma mais intensa do que aos outros? Por vezes parece que o que o magoa profundamente, pouco ou nenhum impacto tem nas pessoas ao seu redor? Se a resposta for sim, talvez você seja uma Pessoa Altamente Sensível (PAS), e chegou a altura ideal para se entender melhor e aprender estratégias para colocar esta característica, a seu favor.

O que Não Dizer à Criança para Criar um Adulto Mentalmente Saudável

Como Criar um Adulto Mentalmente Saudável Para criar um adulto mentalmente saudável, é essencial adotar uma abordagem positiva e de apoio. A maneira como nos comunicamos com uma criança influencia diretamente quem ela se tornará no futuro. Para isso, é fundamental ter consciência sobre o que dizer ou não dizer, além de evitar ações que possam prejudicar o desenvolvimento de sua saúde mental. Frases Que Devem Ser Evitadas Comentários Depreciativos “És um inútil” ou “Não és bom o suficiente”:Essas frases podem prejudicar a autoestima da criança e fazê-la duvidar de suas habilidades. Invalidar Emoções “Para de chorar!” ou “Os meninos não choram, que vergonha!”:Frases assim podem fazer com que a criança sinta que não pode expressar seus sentimentos, resultando em problemas emocionais futuros. Desvalorizar Preocupações “Isso é estúpido” ou “Não é importante”:Ao desvalorizar os interesses e preocupações da criança, ela pode sentir-se desrespeitada e ignorada. Críticas Generalizadas “Estás sempre a fazer tudo errado”:Críticas constantes e abrangentes podem minar a autoconfiança da criança e gerar ansiedade. Ameaças de Abandono “Vou embora e tu vais ficar sozinho”:Ameaças desse tipo podem causar medo e insegurança emocional. Minimizar Sentimentos “Não deveria sentir isso” ou “Isso não é um grande problema”:Minimizar os sentimentos da criança pode fazer com que ela acredite que suas emoções não são válidas, levando à repressão emocional. Culpar a Criança pelos Seus Sentimentos “És um problema” ou “Deixas-me louco(a)”:Atribuir culpa à criança por suas frustrações pode gerar sentimentos de culpa e ansiedade. Comentários Sobre a Aparência Física “És um(a) gordo(a), magro(a), feio(a), etc.”:Comentários desse tipo podem levar a problemas de imagem corporal e prejudicar a autoestima. Comparações Negativas em Conflitos Familiares “És igual ao teu pai/mãe” (quando a relação entre os pais é má):Envolver a criança em conflitos conjugais causa estresse e ansiedade. Promova uma Comunicação Positiva Substitua comentários negativos por uma comunicação positiva e de apoio. Aqui estão algumas práticas que podem ajudar: Lembre-se de que as palavras e ações que usamos têm um impacto duradouro na saúde mental das crianças. Ao promover um ambiente de apoio, você está contribuindo para o bem-estar emocional delas, o que fará toda a diferença na idade adulta.

Malcriado ou Hiperativo? Conheça as Diferenças

Sabe aquela criança agitada que não para? Sim! Aquele pequeno ser irritante, com menos de um metro de altura que mexe em tudo, fala alto, corre, salta por todo o lado e que parece pior do que um pónei desenfreado? Ou …, aquela criança que parece fazer de tudo para chamar à atenção, interrompe os adultos, chora por tudo e por nada mesmo quando não parece fazer sentido? Ou…, por fim, aquela com quem falamos e não responde, só porque sim? Existem crianças que, à primeira vista, parecem deixar qualquer adulto de cabelos em pé. No entanto, será que o(a) menino/menina é malcriado ou hiperativo? Será que este comportamento se manifesta porque os pais não dão educação à criança, não impõem regras ou …, poderemos estar perante uma criança com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA)? O que é a PHDA? A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma perturbação do neurodesenvolvimento, onde as crianças apresentam níveis elevados e incapacitantes de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade, em comparação com outras da mesma idade. Segundo o DSM-V, a PHDA tem uma prevalência estimada em 5% das crianças, maioritariamente do sexo masculino. No entanto, estudos recentes demonstram que os valores podem ser bem superiores, rondando quase os 12% (Xu, Strathearm, Liu, Yang & Bao, 2018). Este tipo de psicopatologia tende a manifestar-se em crianças com idade inferior aos 7 anos e a sintomatologia apresenta-se nos mais variados contextos da vida da criança (casa, escola). Sintomas da PHDA Nos níveis de desatenção e desorganização, as crianças apresentam: Nos níveis de hiperatividade-impulsividade, as crianças demonstram: Formas de Manifestação Do ponto de vista da sintomatologia, as crianças com PHDA podem apresentar sintomas de três formas distintas: Cada forma pode apresentar diferentes graus de intensidade: ligeira, moderada ou grave. Impacto nas Crianças e nos Adultos Tendo em conta as características das crianças com PHDA, estabelecer ou cumprir regras de conduta e socialização pode ser um desafio tanto para elas quanto para os adultos à sua volta. Do ponto de vista neuropsicológico, neuroimagens de crianças e adultos com manifestações de PHDA apresentam alterações neurocorticais e neurofuncionais específicas, incluindo os sistemas pré-frontais, sistema límbico, corpo caloso, lobo parietal e cerebelo (Freddman & Rapoport, 2015). Consequências e Fatores de Risco Estas alterações podem resultar em dificuldades de aprendizagem, especialmente em temas como português e matemática. Importa referir que essas dificuldades não estão relacionadas com os índices de inteligência, mas com a maturidade do desenvolvimento cerebral. Socialmente, crianças com PHDA podem enfrentar: Na adolescência, os riscos aumentam, incluindo: A Importância da Intervenção Embora os comportamentos típicos da PHDA surjam na infância, podem atenuar-se ao longo da vida dependendo do tipo de intervenção psicológica, parental e educativa recebida. Intervenções precoces, especialmente em idade pré-escolar, são essenciais para prevenir muitos dos fatores de risco associados ao crescimento dessas crianças. 14 de abril de 2023 | Dr.ª Cristina Borges  Bibliografia : American Psychiatric Association. (2014). DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora. Faraone, S. V., & Biederman, J. (2016). Can attention-deficit/hyperactivity disorder onset occur in adulthood?. JAMA psychiatry, 73(7), 655-656. Friedman, L. A., & Rapoport, J. L. (2015). Brain development in ADHD. Current opinion in neurobiology, 30, 106-111. Moura, O., Pereira, M., & Simões, M. R. (2020). Resenha do livro: Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção. Oliveira, H. M. A. C. (2020). Experiências de vida de mães com filhos com PHDA (Doctoral dissertation). Xu, G., Strathearn, L., Liu, B., Yang, B., & Bao, W. (2018). Twenty-year trends in diagnosed attention-deficit/hyperactivity disorder among US children and adolescents, 1997-2016. JAMA network open, 1(4), e181471-e181471.